Música |
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Veterano do Pop-punk em vôo solo |
| Escrito por Thiago Lins | |||
| Seg, 06 de Fevereiro de 2012 20:15 | |||
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Stephen Egerton. Você pode nunca ter ouvido este nome, mas com certeza conhece muitos que devem a ele. Blink 182, Sublime, NOFX, Rise Against... Isso só para ficar entre os que tocaram covers dos Descendents (a banda seminal onde Egerton toca guitarra até hoje), ou que subiram ao palco junto com eles.
Nos Descendents, Egerton desenvolveu um estilo próprio, simples sem ser simplista. A banda californiana sempre esteve um passo à frente do minimalismo punk. Contando com um baixista frenético e um guitarrista preciso, coisa rara no estilo, o grupo ainda foi precursor em escrever sobre rejeição e amores platônicos. O single Hope, regravado à exaustão inclusive por Blink 182 e Sublime, é uma espécie de hino do gênero.
Melódica, pesada e emocional, a música somava tudo isso em doses irresistíveis puxada por um refrão certeiro: My day will come, cantava Milo Aukerman. O carismático vocalista deixaria e voltaria para a banda diversas vezes, por ter uma vida acadêmica tão agitada (tem PHD em biologia, outro CDF punk para fazer companhia a Dexter Holland e Greg Graffin) quanto a de sub-astro do rock.
Nos hiatos dos Descendents, os três quartos remanescentes (o baixista Karl Alvarez e o baterista Bill Stevenson) formariam o ALL. Ao contrário dos Ramones, não inventariam a roda, mas conseguiram manter a pegada da banda anterior, combinando letras emotivas com arranjos emocionantes. Não à toa, a banda teve o single She´s my ex (título oportuno) incluído na trilha sonora de Alta Fidelidade, o manual emocional visual dirigido com maestria por Stephen Frears.
Do alto dos seus 45 anos bem vividos, a façanha de Egerton hoje não é soar maduro – grande coisa -, mas sim manter o fôlego, em um projeto solo genuíno (tocou todos os instrumentos) depois de tanto tempo com suas bandas.
The seven degrees soa como um álbum autêntico de suas bandas anteriores. Não é o que se espera de um artista se arriscando em vôo solo, mas foi por isso que os fãs receberam bem o disco. Johnny Ramone costumava dizer que os fãs da sua banda só gostavam dela. De fato, o CD solo de Joey Ramone teve uma boa repercussão, mas era igual a tudo o que os Ramones haviam feito antes. Só que ele se saiu melhor do que Dee Dee (baixista), com seu renegado disco de hip-hop. Egerton pode ter sido previsível, mas pelo visto há uma lógica a seguir.
E o guitarrista a conhece bem demais para cometer deslizes. Estimado, juntou um timaço de “seguidores” em participações especiais na bolachinha. Joey Cape (Lagwagon), Mike Herrera (MxPx), Dan Adriano (Alkaline Trio) e Tim McIlrath (Rise Against), todos fazendo bonito nos vocais, enquanto Egerton faz algo parecido em todos os outros instrumentos.
Todos os nomes acima alcançaram um relativo sucesso em suas respectivas bandas. Os Descendents nunca o fizeram, mas a extensa e fina lista de convidados no álbum mostra que Egerton angariou muito respeito com seu trabalho – um tipo de sucesso alternativo.
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