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O presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, João Carneiro, não pára um minuto. Está em lançamentos, debates, acompanha lançamentos, tudo para que a 54ª Feira do Livro seja a melhor de todas.
Em suas muitas andanças, ele teve tempo para contar a receita do sucesso da Feira. “Trabalho coletivo, espaço igualitário para diferentes tamanhos de empresas do setor, ações em prol do livro e da literatura, realizadas de forma permanente”. Para Carneiro, a feira acaba sendo a culminância de projetos que acontecem o ano inteiro. Além disso, as parcerias são fundamentais para sustentação e formulação do programa. “A Feira do Livro de Porto Alegre não tem um objetivo apenas comercial, mas a preocupação com o letramento e com o fortalecimento do mercado local”.
Ele tem acompanhado atentamente a participação da delegação de Pernambuco. Avalia que o estado está deixando uma “excelente impressão”, principalmente no que diz respeito à importância da cultura popular, a qualidade dos intelectuais que participaram, seja com sua presença na feira ou por suas obras. “O empenho que demonstraram na organização da programação trazida e o tratamento profissional da delegação também impressionou”. Carneiro é o presidente de uma entidade forte no Rio Grande do Sul. A Câmara do Livro tem, atualmente 164 associados, entre editores e livreiros. Para garantir a qualidade e diversidade da Feira, a Câmara consegue, além do apoio financeiro das leis de incentivo, patrocínios privados. O maior patrocinador é a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), seguida pela Gerdau e várias outras empresas, como Copesul/Braskem, Cia Zaffari, Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Caixa Econômica Federal (banco oficial), e Prefeitura de Porto Alegre.
Para 2008 a campanha publicitária usou como tema “Ler enriquece”, procurando transmitir a importância da leitura no desenvolvimento pessoal. “Ler informa, educa e transforma a vida do indivíduo, permitindo que ele vá ale e realize seus sonhos”.
No Rio Grande do Sul, a média de leituras é de 5,6 por habitante/ano, bem acima da média nacional, que não passa de dois livros/ano.
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