Artistas consagrados devem ser beneficiados pelas leis de incentivo à cultura? Imprimir E-mail
Escrito por Continente Online   

Ilustração: Karina Freitas

Ilustração: Karina Freitas

Um milhão para a turnê de Caetano, meio milhão para o DVD de Gil. O produtor cultural Gutie é a favor do incentivo a medalhões da música brasileira, desde que se estabeleçam contrapartidas. Já o pianista Benjamim Taubkin é contra, mas chama a atenção para outras questões da cadeia produtiva

Benjamim Taubkin

Os criadores estão cada vez mais dependentes de incentivos, que podem tanto significar a compra de mais um apartamento quanto do almoço do dia seguinte. Antes da criação da lei de incentivo, os preços para a locação, divulgação e outros serviços eram baseados nos valores possíveis para este mercado. O teatro em geral cobrava 20% da bilheteria com som e luz incluídos. Os jornais tinham um espaço com custo reduzido para o setor. Todos os preços se adaptavam à realidade da venda de ingressos para o estabelecimento de seus valores.

Gutie


Quando se criam mecanismos de incentivo, a exemplo da Lei Rouanet, o acesso aos benefícios deve ser estendido a todos, consagrados ou não. Essa abrangência, contudo, deve vir acompanhada de uma regulamentação minuciosa, de uma rigorosa fiscalização e do cumprimento das contrapartidas. Distorções nos mecanismos têm alimentado críticas à concessão de benefícios a artistas consagrados. No entanto, este é o momento ideal para se discutir o tema e programar os ajustes necessários no bojo do Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura – Profic, proposto pelo Ministério da Cultura para substituir a Lei Rouanet.


Leia a matéria na íntegra na edição 107 da Revista Continente.