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Cartazes espanhóis |
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O Instituto Cervantes de Recife traz este mês para Pernambuco a exposição Cartazes da Guerra Civil Espanhola: Um Grito na Parede, com imagens que marcaram a Espanha de 1936 a 1939. A mostra é composta por 95 cartazes que integram a coleção da Fundação Pablo Iglesias e retratam a década de 30 com imagens impactantes e textos breves que na época informavam à população e tinham a função de meio de comunicação junto ao rádio e revistas. O público também poderá conferir um catálogo em castelhano com 155 páginas ilustradas sobre a Guerra Civil Espanhola. A exposição fica disponível para visitação até 31 de janeiro de 2010 no Centro Cultural dos Correios, no Bairro do Recife. Entrada gratuita.
A Guerra Civil Espanhola (1936-1939) foi um conflito bélico de grande dimensão pela imensa dor que causou ao povo espanhol, pela derrota que sofreu o Governo democrático da Segunda República e por servir de campo de provas para as Potências do Eixo e da União Soviética e como preâmbulo para a Segunda Guerra Mundial. A coleção de cartazes da Fundação Pablo Iglesias constitui um testemunho importante dos cartazes republicanos da época pela amplitude e variedade de temas, autores, instituições e organizações editoras que compõem a mostra. Entre os autores dos cartazes aparecem nomes como Huertas, Renau, Bardasano, Monleón, Mallo, Briones, Melendreras, Oliver, Espert, Parrilla e Amster entre otros.
Os grafismos republicanos publicados durante a Guerra Civil Espanhola seguiu o caminho da Primeira Guerra Mundial, acrescentando a efetividade das mensagens e recorrendo a imaginação para ampliar os motivos tradicionais. Segundo o diretor do Instituto Cervantes de Recife, Ignácio Ortega Campos, a exposição traz informações sobre advertências de perigo, armazenamento bélico, avisos contra espiões, notícias de propaganda cultural, educativa e ordem de evacuação, além de anúncios de filmes em cartaz.
A exposição reúne os mais destacados e curiosos cartazes da guerra, que seguiam os princípios estéticos da arte de vanguarda, em especial o construtivismo russo. “A mostra traduz a força, a sensibilidade, os sentimentos e a capacidade intelectual dos pintores e ilustradores dos cartazes da época”, completa Ignácio Ortega. A mostra foi exibida de 2006 a 2008 em vários países, como Itália, Alemanha, França, Bélgica; e em 2009, percorreu o Brasil, passando por Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Salvador. A última apresentação da exposição será no Recife.
Catálogo de Guerra - Além dos cartazes, o público também vai poder conferir um catálogo em castelhano com 155 páginas que traz textos de Alfonso Guerra (Carteles e Ideas), Manuel García (Carteles para una Guerra), Julio Aróstegui (Incapacidad y Legitimidades. El origen y la visión española de la Guerra Civil), Gabriel Jackson (Perspectiva Internacional de la Guerra Civil Española), Jaime Brihuega (Formas de urgencia. Las artes plásticas y la Guerra Civil Española) e Eniric Satué (El diseño del cartez de guerra en España).
Serviço: Carteles de la Guerra Civil (Cartazes da Guerra Civil) Quando: Até 31 de janeiro de 2010 Onde: Centro Cultural dos Correios Horário: De terça a sexta-feira, das 9h às 18h; e aos sábados e domingos, das 12h às 18h. Informações: (81) 3224-5739 ou Entrada gratuita. |
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Plínio Palhano em exposição |
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Dezenove quadros de Plínio Palhano podem ser vistos na exposição Memórias da Pele, que tem curadoria de Raul Córdula. A série retrata a trajetória da pintura ao longo do tempo, com ênfase no período ancestral (o artista plástico faz uso de couro de boi para simbolizar o ato da caça daquela época). Palhano também se vale da cor de terra queimada para valorizar o aspecto rupestre da pintura. A exposição é sediada no Museu do Estado de Pernambuco. O museu fica na Av. Rui Barbosa, 960. Gratuita, a visitação vai das 9 às 17h (de terça a sexta). Sábado e domingo das 14h às 17h.
Leia abaixo texto de Ângelo Monteiro sobre o artista plástico.
AS MEMÓRIAS DA PELE E A PELE DA MEMÓRIA
Plasmando sua pintura sobre o couro, como sobre a matéria do mundo, Plínio Palhano busca atingir, sob a pele da memória dos bichos e das coisas, a convergência proclamada por Ortega y Gasset neste axioma: “ A pintura é a categoria da luz” . Luz e memória: eis a súmula pictórica de Plínio Palhano na série intitulada Memуrias da Pele.
O couro serviu ao pintor de mero instrumento de sua obsessão pela cor, ou como base de sua intenção expressiva enquanto matéria indissociável da cor dominante da terra a fazer vibrar os vermelhos, azuis, verdes, amarelos ocres, dourado e bronze ativados geralmente por uma massa negra mais ao fundo.
A pele do animal como elemento de impressão e a cor como elemento de expressão: esta é a marca fundamental de Memуrias da Pele, em que Plínio Palhano, em verdadeira reverência à pintura, consegue aliar os caracteres rupestres com a evocação do touro picassiano de Guernica, sem perder de vista os símbolos geométricos que, como o círculo e o triângulo, culminam na imagem simbólica da cruz na cultura cristã ocidental.
Em nenhum momento o pintor se esquece dos jogos de simetria na composição do seu mundo pictórico: é uma explosão de luz, vibrátil em cada tecido do couro impresso na tela, como a presença de uma língua ancestral. E essa ancestralidade clama por revelar-se e, nessa revelação, por fazer-se luz.
O expressionismo de Plínio Palhano não dispensa a condensação do negro que, ao delinear a figuração das coisas, guarda a função de ressaltar o desnorteante colorido dessas telas que expressam suas melhores virtualidades quando vistas à distância.
Essa necessidade de distanciamento sugerida pela pintura de Plínio Palhano traz consigo um duplo significado: o de que as coisas nunca se dão facilmente ao olhar, e o de que a mais sólida presença nunca deixa de esconder as mais insuspeitadas ausências. O segredo da arte — especialmente na pintura — consistindo nesse constante esconder-se, mesmo quando em sua maior exposição.
A maior prova dessa duplicidade, além do apelo aos imemoriais caracteres rupestres, está na alusão às máscaras africanas de culto que permeiam algumas das telas da série indicando, dessa maneira, que a arte — assim como a religião — mais mascara, com o peso do seu mistério, que define a realidade.
Por isso a lição de Plínio Palhano em todas as séries que ele já pintou — inclusive nesta em que usou o couro em vez do pincel — é demonstrar que a pintura não é só figuração nem abstração, mas principalmente o domínio da cor que, envolvendo os céus e a terra, remete continuamente para a memória da luz.
Recife, 9 de junho de 2009
*Ângelo Monteiro é poeta e ensaísta |
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Circuito das igrejas |
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 Já está acontecendo o Circuito nas igrejas, promovido pela Secretaria de Turismo de Pernambuco, em parceria com a Arquidiocese de Olinda e Recife. O projeto prevê a apresentação de músicas sacras em igrejas de Olinda e Recife e a abertura desses monumentos à visitação pública. No dia 29, houve a apresentação da Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório Pernambucano de Música, na Igreja da Sé, em Olinda, sob a regência do maestro José Renato Accioly.
O Circuito nas igrejas conta com a participação de onze igrejas em Olinda e Recife a partir de dezembro, das 9h às 17h, para a visitação pública diária. Oitenta estagiários dos cursos de turismo, eventos, hotelaria e gastronomia guiam os visitantes pelos monumentos. O segundo concerto do Circuito nas igrejas acontecerá no dia 3 de dezembro, às 20 horas, na Igreja Madre de Deus, no Bairro do Recife, com o grupo Sagrama. O terceiro concerto está marcado para o dia 6 de dezembro, às 17 horas, no Seminário de Olinda, também no Alto da Sé, com a participação da Orquestra e Coro Bravo, sob a regência de Dierson Torres. |
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Vitalino e suas repercussões |
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Dentro da programação da mostra Vitalinos, o MAP (Museu de Arte Popular) abriga a palestra Arte popular: um centenário como referência. Os convidados para o debate são Raul Lody, Maria Alice Amorim e Henrique Vasconcelos Cruz, todos estudiosos de obras em barro. O ponto de partida para a conversa é o centenário do mestre Vitalino e suas as repercussões na cultura e na divulgação da arte popular
Serviço: Arte Popular: um centenário como referência Quando: 23 de Novembro 2009, segunda-feira, às 15:30 Onde: Auditório da Livraria Cultura Informações: 3232-2803 / 3232-2969
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Camisas musicais |
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 Está aberta para visitação a exposição Camisa sonora, no Memorial Chico Science. A mostra apresenta peças do vestuário contemporâneo relacionadas à música, refletindo sobre a condição de cabides ambulantes de homens e mulheres. Também haverá a exibição de uma projeção audiovisual com fotografias – muitas inéditas - de Gil Vicente das bandas Chico Science e Lamento Negro e Mundo Livre S/A feitas no início dos anos 1990. O público pode conferir as camisas até o dia 8 de dezembro.
Serviço Camisa sonora Onde: Memorial Chico Science - Pátio de São Pedro, casa 21 Visitação: até 8 de Dezembro, de segunda a sexta, das 9h às 17h Telefone: 3232-2486
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Festival de Vídeo |
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A Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e a Prefeitura do Recife já abriram as inscrições para duas oficinas gratuitas na área de audiovisual, como parte das atividades do 11º Festival de Vídeo de Pernambuco. Os interessados em participar dos minicursos Realizando com 1 minuto, sob a coordenação da jornalista Alice Gouveia, e Roteiro Cinematográfico, com o cineasta Leo Falcão devem se inscrever até 16 deste mês. As aulas serão relizadas entre os dias 30 de novembro e 4 de dezembro, na Torre Malakoff e no Espaço Pasárgada. Para se candidatar a uma das 40 vagas disponíveis (20 para cada oficina), é necessário escrever um e-mail para
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, contendo uma carta de intenção com no máximo 10 linhas, com o título da mensagem OFICINA DE ROTEIRO, referente à oficina de Leo Falcão, ou OFICINA DE VÍDEO para a de Alice Gouveia. No e-mail deverão constar ainda o nome completo, o e-mail e o telefone de contato do interessado. O resultado da seleção será divulgado no dia 20 de novembro. |
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A geopolítica das artes |
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Em parceria com a Fundação de Cultura Cidade do Recife, a Fundação Joaquim Nabuco promove entre os dias 9 e 11 de novembro o seminário internacional Depois do muro: a geopolítica das artes. A ideia é fazer um breve balanço das transformações e impactos sofridos pelo sistema das artes, a partir da reconfiguração política, territorial e econômica pós-guerra fria. O evento pretende tomar como ponto de partida a ruína do marco simbólico que dividia o mundo e orientava modos de posicionamento das macroestruturas e não engrossar o coro das comemorações do vigésimo aniversário da efeméride.
O seminário Depois do muro está dividido em três mesas com os temas: A geopolítica das artes, Arte e reposicionamentos políticos e Arte no contexto neoliberal. Participarão pesquisadores, artistas, curadores e críticos, deslocando o foco das análises para as relações entre arte, política e economia, ressaltando, sobretudo, o campo artístico como um importante vetor da sociedade capaz de gerar transformações ou impulsionar permanências. As palestras serão realizadas na Sala Aloísio Magalhães, sempre às 14h30, na Fundação Joaquim, no Bairro do Derby, na cidade do Recife. O evento é aberto ao público e serão disponibilizadas 100 vagas. As inscrições serão online a partir do dia 3 de novembro no site www.fundaj.gov.br . O evento terá transmissão online pelo site da instituição e tradução simultânea. Para mais informações: (81) 3073-6659/3073-6670.
PROGRAMAÇÃO:
9 de novembro (Segunda-Feira) Mesa 1: A geopolítica das artes: Busca atualizar a discussão levantada no início dos anos 1990 por importantes críticos e curadores sobre um reposicionamento da produção artística latino-americana.
14h30 Palestras Moacir dos Anjos (Brasil) e Nelson Herrera Ysla (Cuba)
17h Coffee break
17h30 Rodada de debate
19h Coquetel de Abertura da exposição do Grupo Superflex, na Galeria Vicente do Rego Monteiro, Derby.
10 de novembro (Terça-feira)
Mesa 2: Arte no contexto neoliberal: Pretende-se discutir o que significa mercado internacional, em que medida este mercado de fato abarcou as regiões emergentes e qual o status da produção artística com o capitalismo tardio.
14h30
Palestras
Marko Stamenkovic (Sérvia), Ana Letícia Fialho (Brasil) e Alexandre Melo (Portugal)
17h
Coffee break
17h30 Rodada de debate
11 de novembro (Quarta-feira)
Mesa 3: Arte e reposicionamentos políticos: Busca lançar uma reflexão sobre as possibilidades de posicionamento político na contemporaneidade. Pretende-se fazer um balanço crítico do que de fato se passou nas últimas duas décadas, destacando as reflexões a respeito da arte dos anos 1980 e atualmente, na perspectiva de artistas e críticos.
14h30 Palestras
Ricardo Basbaum (Brasil), Ligia Nobre (Brasil) e Laymert Garcia dos Santos (Brasil)
17h Coffee break
17h30 Rodada de debate |
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Cinema e direitos humanos |
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 O cinema da Fundação Joaquim Nabuco, de 30 de outubro a 05 de novembro, recebe a 4ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul. Voltado para a exibição de obras que enfatizem a defesa dos direitos humanos, o destaque da programação é o longa-metragem História de Direitos Humanos, com 22 episódios de três minutos assinados pelo diversos diretores, como o argentino Pablo Trapero, o chinês Jia Zhang Ke, o tailandês Apichatpong Weerasethakul, o burquinense Idrissa Quédraogo e os brasileiros Walter Salles e Daniela Thomas (na foto, imagem do episódio Voyage). Também acontecem duas sessões para o público com deficiência visual com audiodescrição, com os filmes Não conte a ninguém, de Francisco J. Lombardi, e O signo da cidade, de Carlos Alberto Riccelli. A curadoria é de Francisco Cesar Filho e a entrada é franca.
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8º Festival Gastronômico / PE |
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 Homenageando a culinária francesa por ocasião do Ano da França no Brasil, a 8ª edição do Festival Gastronômico de Pernambuco reúne 27 chefs de todo o país. Cada um deles comandará a cozinha de um restaurante nas cidades de Recife, Jaboatão, Olinda, Ipojuca, Petrolina e Fernando de Noronha e trará cardápios completos, com entrada, prato principal e sobremesa, mesclando ingredientes típicos da região com a tradição da comida francesa. O evento acontece de 13 a 25 de outubro.
A abertura oficial do festival acontece no dia 13, às 20h, com um coquetel no Palácio do Campo das Princesas. O menu da ocasião será elaborado por todos os chefs participantes. Neste ano, o evento também conta com o pólo Gastronomia Popular no pátio da Aliança Francesa, nos dias 23 e 24 de outubro, com preços acessíveis e buffet livre. Mais informações no telefone (81) 3342.0019.
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Sobre paisagens da África |
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As singularidades do continente africano foram o ponto de partida para muitas grifes brasileiras e lojas de departamento produzirem suas coleções Primavera-Verão 2009/2010, com forte presença de estampas de pele de bichos e tribal. No Recife, um grupo formado por duas estilistas, duas designers de bolsas e uma de jóias também buscou inspiração na África, mas de uma maneira diferente. Magali e Beatriz Marino, Patricia Henriques e Binha Castro, e Silvia da Fonte observaram paisagens daquele Continente, sob diversos ângulos, para reproduzir de forma conceitual as entranhas dos desertos, as curvas dos rios de encontro a terra, entre outros desenhos e traços. As composições de cores alaranjadas, terrosas, verdes e azuis da África, e as nervuras formadas por rios, caminhos e montanhas, chamaram a atenção das artistas para a escolha dos tons e matérias-primas que seriam usados.
A coleção de Magali Marino, com participação de sua filha Beatriz, teve como inspiração, especialmente as fotografias aéreas de países africanos capturadas pelo fotógrafo George Steinmetz. As nuances entre tons terrosos dos desertos e as cores vibrantes dos rios, florestas e vulcões, sugerem uma geografia cheia de contrastes, que a estilista emblematiza na sua coleção. Os tecidos usados, como o linho, transparecem uma rusticidade em suas fibras, e as sedas sugerem leveza e suavidade. Nas peças, Magali se utiliza ainda das técnicas de tingimento, estamparia, torçais e nervuras como destaques da coleção. A estilista assina a marca Gertrudes de roupas femininas.
A designer de jóias Silvia da Fonte dá ênfase aos desenhos na produção dessas novas peças, marcadas por linhas fortes e ao mesmo tempo delicadas para envolver as pedras. A coleção África, segundo explica Silvia, busca os contrastes. “Da prata bruta que contorna o brilho lapidado dos cristais e do desenho simples, quase primitivo, que transforma a peça em adorno sofisticado”. Os desenhos remetem as curvas e siluetas das paisagens daquele Continente, compondo-se com pedras brasileiras. Silvia usa pedras como ágata, citrino e cristal em brincos, braceletes, gargantilhas e em peças versáteis que podem se transformar em pingente, broche ou até mesmo fivela de cabelo. A artista também brinca com umas peças mais finas misturando ágata com ametista e quartzo rosa ou topázio com iolita e turqueza. Os brincos variam entre longos e finos, outras vezes do tipo solitário, e com a presença de pedras em formato de pequenas folhas. Já a Patricia&Binha, marca assinada pelas designers homônimas, apresenta bolsas e carteiras diferenciadas, que misturam o desenho sofisticado à materiais naturais regionais. São usados a palha de buriti, palha selada, palha da terra, a palha de milho, vime, bambu, cortiça, madeira, fio de bananeira, entre outros que aparecem tingidos com tons fortes das nuances do sol, do mar e dos desertos. Os elementos podem estar associados ainda a tecidos como algodão, seda e linho, a couro e correntes douradas, detalhe forte nas próximas estações.
Com relação aos tamanhos desta coleção verão, Patrícia conta que todos são permitidos, “mas o destaque vai para as baby bags, carteiras bem pequenas que podem ser usadas presas aos ombros por correntes ou segurando-as na mão”. As bolsas grandes de palha, também com inspiração nas paisagens africanas, estão entre outras opções. Serviço: Ateliê de Magali e Beatriz Marino: Rua Apipucos, 1203, Apipucos. Fone: 81- 3268.0686 Ateliê de Silvia da Fonte: Rua Fernando Lopes, 64, Graças. Fone: 81- 3221.0461 Ateliê de Binha&Patrícia: Rua Jacobina, nº 106, Casa 04, Graças. Fone: 81- 3222.8435 |
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Continuum: Arte e Tecnologia |
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Começou no dia 8 o I Festival de Arte e Tecnologia Continuum, com programação inteiramente gratuita, que vai até o dia 18. Realização da produtora Rec-Beat, o festival acontece na Torre Malakoff e no Centro Cultural dos Correios, ambos no Recife Antigo. A programação abrange oficinas, seminários e shows. A grade completa pode ser vista no site do evento (www.continuumfestival.com), mas vale destacar a oficina do gaúcho Cristiano Rosa (que constroi instrumentos a partir de sucata) e a palestra do pesquisador Mabuse sobre games e música. O evento ainda sedia shows, como o do Sonic Jr. |
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